Quem anda de ônibus ou trem já percebeu: os bancos quase nunca são macios como os de um sofá ou poltrona de casa. Isso não é falta de conforto por descuido, mas uma decisão prática baseada em uso intenso, segurança e higiene.
O primeiro motivo é a durabilidade. Bancos de transporte público são usados por centenas ou milhares de pessoas todos os dias. Materiais muito macios se deformariam rapidamente, perderiam a forma e exigiriam trocas frequentes. Superfícies mais rígidas resistem melhor ao desgaste constante.
Outro fator importante é a higiene. Bancos macios absorvem suor, líquidos e odores com facilidade, tornando a limpeza mais difícil e favorecendo a proliferação de bactérias. Bancos duros, feitos de plástico, fibra ou revestimentos firmes, podem ser limpos rapidamente e com mais eficiência.
Há também a questão da segurança. Em freadas bruscas ou curvas, superfícies muito macias permitem que o corpo “afunde” ou escorregue, dificultando o equilíbrio. Bancos mais firmes ajudam a manter a postura e a estabilidade do passageiro.
O tempo médio de uso também influencia. O transporte público é projetado para trajetos relativamente curtos. O conforto extremo não é prioridade, já que bancos muito confortáveis poderiam incentivar pessoas a deitar ou ocupar o assento por longos períodos, prejudicando a rotatividade.
Além disso, bancos rígidos são mais leves e baratos, reduzindo o peso do veículo e o consumo de energia, especialmente em trens e metrôs.
Em resumo, bancos duros existem para equilibrar resistência, limpeza, segurança e eficiência, mesmo sacrificando um pouco do conforto individual.
Nota editorial
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