Alguns lugares do planeta quase não têm terremotos porque estão localizados longe das regiões onde as placas tectônicas se encontram. A crosta da Terra é formada por grandes blocos chamados placas, que estão em constante movimento, mesmo que de forma lenta. A maioria dos terremotos acontece justamente nas bordas dessas placas, onde elas se chocam, se afastam ou deslizam umas contra as outras, liberando energia acumulada.
Já as áreas que ficam no interior dessas placas, conhecidas como regiões estáveis, tendem a ser muito mais tranquilas. Nessas zonas, a crosta terrestre é mais antiga, espessa e menos sujeita a deformações. Como não há grandes tensões sendo acumuladas ali, as chances de ocorrer um tremor significativo são muito menores.
Outro fator importante é o tipo de estrutura geológica presente no local. Algumas regiões possuem rochas mais rígidas e bem consolidadas, que resistem melhor às pressões internas da Terra. Em outras, onde o solo é mais frágil ou está próximo de falhas geológicas ativas, a liberação de energia ocorre com mais frequência.
Isso não significa que áreas consideradas “seguras” nunca terão terremotos, mas sim que eles são muito mais raros e geralmente menos intensos. Já regiões próximas a limites de placas, como o chamado “Círculo de Fogo do Pacífico”, concentram a maior parte da atividade sísmica do planeta.
No fim, a distribuição dos terremotos não é aleatória: ela segue a dinâmica interna da Terra, e estar longe dessas zonas de conflito geológico é o principal motivo para a estabilidade de certos lugares.
Nota editorial
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