Já imaginou poder ver o fundo oceano sem precisar sair de casa, no melhor estilo Google Earth? Esse é o objetivo da startup Terradepth, na realidade, quase isso. Essa empresa vai utilizar robôs submarinos para mapear e coletar dados do oceano.
A ideia é criar uma rede semelhante com os satélites que vemos atualmente, mas, ao invés de mandar imagens do espaço, os robôs vão gravar um outro local também pouco explorado, o fundo do mar.
Nem é preciso dizer os enormes desafios para tornar isso possível, já que robôs são computadores e esse tipo de eletrônico não costuma se dar muito bem na água, imagine a 3 mil metros de baixo do oceano.
Para manter esses robôs submarinos funcionando, a empresa com sede em Austin, no Texas (EUA), colocou um motor a base de diesel (por enquanto). No futuro, a ideia é que o motor possa ser alimentado por uma célula de hidrogênio capaz de se recarregar sozinha no mar.
Robôs submarinos milionários
Como cada equipamento desses custa uma pequena fortuna, os cientistas implementaram uma série de sensores para identificar anomalias no funcionamento dos computadores.

Sempre que algo de errado foi identificado, eles voltam para a superfície e enviam os dados diretamente para os operadores, que com base nisso decidem o que fazer. Na realidade, mesmo que estejam funcionando normalmente, eles precisam ir para cima pelo menos uma vez a cada três dias para “respirar”.
Os submarinos, que possuem 9 metros de comprimento, precisam de oxigênio para alimentar o ciclo de combustão que impulsiona os veículos para frente. A ideia é que os dispositivos funcionem em pares. Enquanto um desce para filmar, o outro sobe para enviar os dados e assim por diante.
Sobre os custos, Joe Wolfel e Judson Kauffman, fundadores do projeto, dizem que pretendem reduzir em até US$ 1 milhão os custos de cada equipamento com o modelo adotado, que varia de US$ 5 milhões até US$ 10 milhões.
O fato de não ter um humano na cabine ajuda a manter os submarinos robôs na água por mais tempo. “Não pretendemos remover o humano, mas podemos reduzir a carga cognitiva humana”, diz Wolfel.
A inteligência artificial também ajuda na hora de mapear o fundo do oceano. Ao invés de alguém ter que ficar horas e horas olhando filmagens, o computador identifica um conteúdo interessante, como características topográficas e objetos submersos, e destaca essa parte. Ainda existe a intenção de adicionar ainda mais sensores para captar informações biológicas do ambiente.
“Um dia nos olhamos e dissemos: ‘Por que ninguém está levando este tipo de tecnologia moderna também para o fundo do mar?’”, conta Kauffman. “Será como um Google Earth dos oceanos”, completou ainda.
Atualmente os robôs submarinos estão sendo testados no fundo de lagos do Texas. O próximo passo é levar os equipamentos para o Golfo do México. A startup conseguiu um financiamento de US$ 8 milhões e deve buscar novos parceiros em breve.
Fonte: OlharDigital
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