Sentir mais frio quando estamos cansados é uma reação natural do corpo, ligada ao modo como ele administra energia. Quando a fadiga se instala, o organismo começa a economizar recursos para manter as funções essenciais em funcionamento. Isso significa que processos menos urgentes, como manter a temperatura elevada nas extremidades, recebem menos atenção. A circulação fica um pouco mais lenta, principalmente em mãos e pés, e essa redução no fluxo sanguíneo faz o frio parecer mais intenso.
O cansaço também altera o funcionamento do sistema nervoso, que controla a percepção térmica. Quando estamos esgotados, o cérebro responde de forma menos eficiente aos sinais que regulam o calor corporal. Ele interpreta o ambiente como mais frio do que realmente é, deixando a sensação ainda mais evidente. Além disso, o metabolismo diminui seu ritmo para preservar energia, produzindo menos calor interno do que produziria quando estamos alerta e descansados.
A privação de sono, por sua vez, afeta diretamente o hormônio que ajuda a manter a temperatura estável, fazendo o corpo oscilar entre frio e calor de forma desorganizada. Nesses momentos, até ambientes confortáveis parecem gelados, e pequenos ventos ou superfícies frias incomodam mais do que o normal.
Por isso, a sensação de frio não é apenas sobre o ambiente — ela reflete a queda de energia, a lentidão metabólica e o esforço do corpo para continuar funcionando mesmo sem descanso suficiente.
Nota editorial
Este artigo faz parte do portal Cognos Space, um espaço de ideias, educação e reflexão, mantido pelo Colégio Cognos.
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