Quando andamos pelas ruas, é impossível não notar as placas de trânsito. Algumas são redondas, outras triangulares e várias retangulares. Mas será que esse detalhe do formato é só questão de design? Na verdade, não. Os formatos foram pensados para transmitir mensagens diferentes de forma rápida e clara, mesmo que o motorista não tenha tempo de ler o que está escrito.
A lógica é simples: o formato da placa já comunica sua função antes mesmo das palavras ou símbolos. Isso acontece porque, em situações de trânsito, os motoristas precisam reagir em segundos, e reconhecer um formato ajuda a antecipar a informação.
- Placas circulares: são usadas para indicar ordens. Quando você vê um círculo vermelho, pode ter certeza de que ali há uma regra a ser obedecida, como “proibido estacionar” ou “velocidade máxima”. O círculo passa a ideia de algo absoluto e fechado, como uma ordem sem opção de desvio.
- Placas triangulares: aparecem, em sua maioria, como alerta de perigo. O triângulo, com suas pontas marcantes, chama mais a atenção e transmite urgência. É por isso que ele é usado para avisar sobre curvas perigosas, animais na pista ou cruzamentos. Existe apenas uma exceção importante: o triângulo com a ponta para baixo significa “Dê a preferência”.
- Placas retangulares ou quadradas: geralmente trazem informações e orientações. Como não exigem uma reação imediata, mas sim ajudam a se orientar, esse formato é usado em placas de identificação de ruas, nomes de cidades, hospitais próximos ou direções de tráfego. O retângulo lembra uma folha de texto, ou seja, algo para ser lido e compreendido.
Esse sistema de padronização não é exclusivo do Brasil. Ele segue uma lógica internacional pensada para que qualquer motorista, em qualquer país, consiga interpretar as mensagens rapidamente, mesmo sem entender a língua local.
Nota editorial
Este artigo faz parte do portal Cognos Space, um espaço de ideias, educação e reflexão, mantido pelo Colégio Cognos.
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