A sensação de ar mais fresco após uma tempestade acontece porque vários processos naturais se combinam para “limpar” a atmosfera. Quando a chuva cai, as gotas funcionam como pequenas esponjas capazes de captar poeira, poluentes e partículas suspensas no ar. Ao arrastá-las para o chão, o ambiente fica mais puro e leve, permitindo que a respiração pareça mais fácil e agradável.
Outro fator importante é a mudança brusca de temperatura. Antes da tempestade, o ar costuma estar quente e carregado de umidade, criando a sensação de abafamento. Quando a chuva chega, ela resfria a superfície e empurra o ar quente para cima, trazendo camadas mais frias e limpas das partes altas da atmosfera. Essa troca de ar deixa o ambiente menos denso e mais refrescante.
Existe também um fenômeno químico: o cheiro e a sensação de “frescura” vêm de compostos liberados durante a chuva, como o ozônio e a geosmina. O ozônio, produzido por descargas elétricas dos raios, confere ao ar um aroma levemente metálico e fresco. Já a geosmina, liberada por micro-organismos no solo, reforça a sensação de pureza que sentimos ao respirar após uma tempestade.
Juntos, esses efeitos transformam a atmosfera em poucos minutos. Poeira reduzida, temperatura mais baixa, umidade equilibrada e novos compostos no ar criam aquela sensação tão característica de frescor, como se o ambiente tivesse sido renovado.
Nota editorial
Este artigo faz parte do portal Cognos Space, um espaço de ideias, educação e reflexão, mantido pelo Colégio Cognos.
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