Poucas sensações são tão marcantes quanto o cheiro de chuva, especialmente quando ela começa a cair depois de um período seco. Esse aroma não é imaginação nem nostalgia: ele tem origem química e biológica, e até um nome científico.
O principal responsável por esse cheiro se chama petrichor. Ele surge quando a chuva atinge o solo seco e libera substâncias acumuladas na terra, nas plantas e nas pedras. Durante períodos sem chuva, óleos naturais produzidos por plantas se depositam no solo. Quando a água cai, esses compostos são liberados no ar em forma de pequenas partículas aromáticas.
Outro elemento importante são as bactérias do solo, especialmente uma chamada Streptomyces. Elas produzem uma substância chamada geosmina, que tem um cheiro forte e terroso. O nariz humano é extremamente sensível à geosmina, conseguindo percebê-la mesmo em concentrações mínimas.
Além disso, quando há tempestades, descargas elétricas na atmosfera quebram moléculas de oxigênio e nitrogênio, formando ozônio. Esse gás tem um cheiro fresco e levemente metálico, que pode ser percebido antes ou durante a chuva.
A combinação desses três fatores — óleos vegetais, geosmina e ozônio — cria o cheiro único que associamos à chuva. Como o cérebro costuma ligar esse aroma a momentos de alívio do calor e renovação do ambiente, ele também desperta sensações de conforto e bem-estar.
Por isso, o cheiro de chuva não é apenas agradável: ele é um sinal natural de mudança no ar, no solo e no clima.
Nota editorial
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