Falar dormindo, fenômeno conhecido como sonilóquio, acontece quando o cérebro realiza pequenas ativações durante o sono sem que a pessoa acorde completamente. Nesses momentos, áreas ligadas à fala podem funcionar por alguns segundos, fazendo alguém murmurar, responder perguntas, rir ou até dizer frases inteiras sem ter consciência disso.
Isso pode acontecer em diferentes fases do sono. Às vezes, a fala surge durante sonhos; em outras situações, aparece em momentos de transição entre sono profundo e sono mais leve. Como o cérebro não está totalmente desperto, a pessoa normalmente não se lembra de nada ao acordar.
Vários fatores podem aumentar a chance de falar dormindo. Estresse, ansiedade, febre, privação de sono, mudanças na rotina e cansaço intenso estão entre os mais comuns. Em algumas pessoas, o comportamento também parece ter relação genética, sendo mais frequente em famílias onde outros membros apresentam hábitos parecidos durante o sono.
Curiosamente, falar dormindo nem sempre tem ligação direta com o conteúdo dos sonhos. Embora algumas frases possam parecer respostas ou conversas completas, muitas vezes são apenas palavras soltas ou sons produzidos por ativações rápidas do cérebro adormecido.
Na maioria dos casos, falar dormindo é algo inofensivo e bastante comum, especialmente em crianças. Os cientistas ainda estudam todos os mecanismos por trás desse fenômeno, mas ele mostra como o cérebro continua extremamente ativo mesmo quando pensamos estar completamente desconectados do mundo.
Nota editorial
Este artigo faz parte do portal Cognos Space, um espaço de ideias, educação e reflexão, mantido pelo Colégio Cognos.
As opiniões aqui expressas não refletem necessariamente o posicionamento institucional do colégio, mas contribuem para o debate e formação crítica dos leitores.