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Aprendizado

Por Que Eu Faço o Que Faço?

Nicole Rizzutti Lemos

Publicado

em

Tempo de Leitura: 4 minutos

“Você está muito bem fisicamente”, meu treinador de atletismo no colegial disse para mim. “Se ao menos você não corresse tanto no mesmo lugar!” Esta foi a maneira dele dizer que eu não era um corredor muito rápido. Meu estilo de corrida estava mais para alguém sentado numa cadeira de balanço: muita atividade, mas nenhum progresso. 

De certo modo, isso poderia ser uma metáfora para nossa vida pessoal e profissional. Podemos estar sempre em movimento, muito atarefados, mas o que temos realizado? Se com toda honestidade concluirmos que realizamos muito pouco, por que continuamos fazendo o que fazemos? Podemos estar bem aparentemente – mas mostramos pouco progresso. 

Muitos de nós temos um ideal e começamos a fazer alguma coisa que achamos dará sentido à nossa vida, mas às vezes nos desiludimos. Sendo piloto veterano da Marinha dos Estados Unidos, observei pessoas bem intencionadas iniciarem suas carreiras nas forças armadas e vivenciarem isso, especialmente quando passaram algum tempo no campo de batalha. As realidades da guerra podem levar à desilusão, e a decorrente perda de propósito pode até mesmo contribuir para o que se tornou conhecido como PTSD – (sigla em inglês para Transtorno do Estresse Pós-Traumático). 

Essa mesma desilusão também pode afetar aqueles que se engajam em outras empreitadas importantes, tais como a política e o mercado de trabalho. Trabalhamos duramente, esforçando-nos para fazer diferença no mundo à nossa volta, mas o que acontece quando aparentamos estar bem e então descobrimos que corremos tempo demais sem sair do lugar?

Todos querem que sua vida conte para alguma coisa, e todos querem viver uma vida significativa. Eu frequentemente penso no que o cientista francês Blaise Pascal classificou de “Vazio no formato de Deus” que existe no coração de cada homem – um vazio que somente o Senhor pode preencher. O escritor e palestrante John Maxwell fala sobre outro “vazio”: um vazio do tamanho da vida dentro do coração de alguém que somente uma missão de vida claramente definida pode preencher.

Ao longo dos últimos anos recentes tenho estudado a vida do rei Salomão, que foi conhecido como o homem mais sábio que já viveu. Como filho de Davi e terceiro rei de Israel, ele reinou durante o século X A.C., naquela que foi a era de ouro de Israel. Suas realizações foram absolutamente extraordinárias. Contudo, apesar de tudo o que realizou seu argumento final, expresso perto do final de sua vida e relatado inúmeras vezes no livro de Eclesiastes foi “tudo é ilusão”. Outra tradução declara: “tudo é grande inutilidade”. 

Examinando a vida de Salomão e tudo o que ele realizou não pude deixar de perguntar: “Como alguém que começou tão bem e fez tanta coisa, chegou ao final de sua vida e concluiu que todas as coisas que fez eram inúteis? A conclusão de Salomão que “…tudo é inútil, é correr atrás do vento!” (Eclesiastes 1:14), pertence às coisas feitas “debaixo do sol”. Basicamente, isso inclui tudo. Se um propósito significativo não pode ser encontrado “debaixo do sol”, isso sugere que devemos olhar para outro lugar em busca de significado. Anos atrás, depois de chegar a uma conclusão semelhante sobre a minha vida, me dei conta de que devemos olhar para o celestial. Se quisermos encontrar um significado real e propósito na vida nós devemos olhar para o próprio Deus. 

Meu amigo de longa data e mentor Joe Coggeshall, me desafiou durante muitos anos a escrever uma “declaração de propósito de vida”. “Companhias de sucesso têm uma declaração de propósito ou de missão”, dizia Joe, “por que não você?” Eu finalmente levei o desafio a sério e descobri que minha declaração de vida escrita se tornou uma bússola me permitindo abandonar o bom para ir em busca do melhor. 

E então, qual é o seu propósito e por que você faz o que faz? Você tem uma declaração de propósito ou missão para sua vida? Se não tem, por que não? 

Próxima semana tem mais!


Texto de autoria de Willian “Fritz” Klumpp, aviador veterano, conselheiro e palestrante. Ex-diretor executivo do CBMC, já fez palestras na Europa, África, Austrália e Canadá e Estados Unidos. Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de Juan Nieto


MANÁ DA SEGUNDA® é uma reflexão semanal do CBMC – Connecting Business and Marketplace to Christ, organização mundial, sem fins lucrativos e vínculo religioso, fundada em 1930, com o propósito de compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo com a comunidade profissional e empresarial. © 2021 – DIREITOS RESERVADOS PARA CBMC BRASIL –  E-mail: adm.mana@cbmc.org.br -Desejável distribuição gratuita na íntegra. Reprodução requer prévia autorização. Disponível também em alemão, espanhol, francês, inglês, italiano e japonês.


Questões Para Reflexão ou Discussão  

1. Em algum momento da sua vida – ou trabalho – alguém poderia ter descrito você como uma pessoa “aparentemente bem, mas correndo no mesmo lugar”? Talvez isso esteja acontecendo neste momento. Como você reage a tempos assim?

2. O que você acha significativo em sua vida? Você confia que está se esforçando e trabalhando pelas coisas certas ou se sente como Salomão, que apesar dos maravilhosos projetos que realizou e toda sua riqueza material concluiu que “tudo é inútil, é correr atrás do vento”? Explique sua resposta.

3. Você concorda com a tão conhecida frase de Blaise Pascal citada? Por quê?

4. O autor menciona ter uma declaração pessoal de propósito ou missão de vida. Você já tinha ouvido falar nisso? Como você acredita que deveria ser tal declaração? Você acredita que ela poderia ser útil?

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Eclesiastes 12:13-14;  Atos 17:28;  I Coríntios 3:9; Filipenses 3:10.

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