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Aprendizado

O Poder Destrutivo da Inveja

Nicole Rizzutti Lemos

Publicado

em

Tempo de Leitura: 3 minutos

Inveja. Uma das definições desta palavra no dicionário é: “ressentimento contra alguém causado pela rivalidade, sucesso ou superioridade dessa pessoa, ou contra o sucesso ou a superioridade em si… sentimento, disposição, estado ou ânimo invejoso.” Isso é algo que você já experimentou?

A inveja é prima-irmã da cobiça, que é definida como “uma emoção que ocorre quando um indivíduo não tem o mesmo nível de qualidade, realização ou posses de outra pessoa e, ou quer tê-las ou deseja que a outra pessoa não as tenha.” Você pode ver algum benefício decorrente de se ter cobiça ou inveja de outra pessoa? Teríamos muito trabalho tentando achar um benefício, contudo esses sentimentos e atitudes são comuns no mercado de trabalho.  

Anos atrás, lutei com a inveja. Observando uma organização do mesmo ramo florescer, descobri que eu estava com inveja de seu rápido sucesso. Mesmo tentando ignorá-los, perguntas como “Por que a organização deles está se saindo melhor que a minha?” ou “O que eles têm a oferecer que eu não tenho?” surgiam em minha mente. 

Tomei consciência de que esse modo de pensar é improdutivo, e que se não for tratado pode tornar-se destrutivo. Assim, depois de um exame de consciência e oração, pedi a Deus para me perdoar. Em parte porque, tendo ou não a intenção, eu me sentia ressentido com Deus por Ele não me dar a mesma medida de sucesso e realização. Minhas orações de arrependimento também me predispuseram a pedir perdão aos meus concorrentes. 

O resultado? Senti como se um tremendo peso fosse tirado de mim, me deixando livre para desfrutar do meu próprio nível de sucesso, sem compará-lo com o de outra pessoa. Isso me capacitou a dirigir o foco para a advertência de Eclesiastes 9:10, que diz: “O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força…”, sem ficar olhando por cima dos meus ombros para ver o que as outras pessoas estavam fazendo. 

Com a franqueza que lhe é típica, a Bíblia nos apresenta muitos exemplos de inveja – indivíduos que se tornaram ressentidos com seu irmão, amigo ou rival que parecia mais valorizado ou abençoado do que eles próprios.  Em Gênesis, por exemplo, lemos acerca dos irmãos de José que se tornaram invejosos do favoritismo de seu pai para com ele, de tal modo que acabaram por vendê-lo como escravo. 

Os israelitas lutaram muito com isso. Em Números lemos sobre Josué, o ajudante de Moisés, ouvir e queixar-se de outros líderes que de repente estavam profetizando, coisa que somente Moisés fizera anteriormente. Encontramos a resposta do líder israelita em Números 11:29: “Mas Moisés respondeu: ‘Você está com ciúmes por mim? Quem dera todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor pusesse o Seu Espírito sobre eles!’”

O apóstolo Paulo rapidamente desfez uma situação que envolvia inveja e disputa na igreja primitiva de Corinto colocando as coisas sob a perspectiva correta: “Pois quando alguém diz: ‘Eu sou de Paulo’, e outro: ‘Eu sou de Apolo’… [nós somos] apenas servos, por meio dos quais vocês vieram a crer, conforme o ministério que o Senhor atribuiu a cada um. Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem fez crescer… Pois nós somos cooperadores de Deus; vocês são lavoura de Deus e edifício de Deus.” (I Coríntios 3:4-9).  

Tanto Moisés quanto Paulo sabiam que a inveja era infrutífera. Compete somente a Deus determinar quais talentos e oportunidades cada pessoa deve receber. Nosso trabalho consiste em concentrar o foco sobre como usamos o que recebemos. Se formos fiéis nisso, e não ficarmos comparando o nosso sucesso com o sucesso dos outros, teremos a paz e a alegria que o Senhor quer que experimentemos todos os dias ao desempenharmos nossas responsabilidades profissionais.  

Próxima semana tem mais!


Rick Boxx é presidente e fundador da “Integrity Resource Center”, escritor internacionalmente reconhecido, conferencista, consultor empresarial, CPA, ex-executivo bancário e empresário. Adaptado, sob permissão, de “Momentos de Integridade com Rick Boxx”, um comentário semanal acerca de integridade no mundo dos negócios, a partir da perspectiva cristã.  Tradução de Mércia Padovani. Revisão de Juan Nieto (jcnieto20@gmail.com).


MANÁ DA SEGUNDA® é uma reflexão semanal do CBMC – Conectando Business e Mercado a Cristo, organização mundial, sem fins lucrativos e vínculo religioso, fundada em 1930, com o propósito de compartilhar o Evangelho de Jesus Cristo com a comunidade profissional e empresarial. © 2021 – DIREITOS RESERVADOS PARA CBMC BRASIL –  E-mail: adm.mana@cbmc.org.br -Desejável distribuição gratuita na íntegra. Reprodução requer prévia autorização. Disponível também em alemão, espanhol, inglês,e japonês.


Questões Para Reflexão ou Discussão  

1. O que lhe vem à mente quando ouve a palavra “inveja”? Você concorda que inveja e cobiça são comuns no atual ambiente de trabalho? Explique sua resposta.

2. A inveja – ressentimento contra outras pessoas pelo que elas realizaram ou possuem –  é um desafio muito grande para você? 

3. Quando sentiu inveja, como você lidou com ela? Como você aconselharia outra pessoa para que ela vença esse sentimento?

4. Que diferença faz reconhecermos que somos “cooperadores de Deus em Seu trabalho”, ou, como diz outra tradução, “colaboradores de Deus”, no que tange a lidar apropriadamente com sentimentos de inveja, seja contra uma pessoa ou uma empresa rival?  

Nota: Desejando considerar outras passagens da Bíblia relacionadas ao tema, sugerimos: Êxodo 20:17; Provérbios 14:30;  15:17;  17:1;  Gálatas 5:19-21;  II Coríntios 12:20.  

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