Às vezes, basta encostar em uma maçaneta, no carro ou até em outra pessoa para sentir um pequeno choque. Apesar do susto, normalmente não existe nenhuma tomada ou fio elétrico envolvido. O responsável é um acúmulo de cargas elétricas na superfície do nosso corpo.
Isso pode acontecer quando diferentes materiais entram em contato e depois se separam. Ao caminhar sobre um carpete, tirar uma blusa ou deslizar pelo banco do carro, por exemplo, elétrons podem ser transferidos entre os materiais. Com isso, nosso corpo pode ficar com um pequeno desequilíbrio de cargas.
Enquanto não existe um caminho fácil para essas cargas escaparem, elas permanecem acumuladas. Mas, quando tocamos em um material condutor, como uma maçaneta metálica, os elétrons podem se mover rapidamente para equilibrar a diferença elétrica. Essa descarga repentina é justamente o pequeno choque que sentimos.
Em algumas situações, a diferença é grande o suficiente para produzir até uma pequena faísca visível. O fenômeno costuma acontecer com mais facilidade quando o ar está seco, porque a umidade normalmente ajuda as cargas elétricas a se dissiparem aos poucos.
O mais curioso é que a tensão envolvida nesses choques pode chegar a milhares de volts. Ainda assim, normalmente existe uma quantidade muito pequena de energia envolvida, e a descarga dura pouquíssimo tempo.
Ou seja, aquele “choquinho” ao encostar em alguém é uma minúscula descarga elétrica acontecendo entre dois corpos que estavam com cargas diferentes — quase como um relâmpago em escala microscópica.
Nota editorial
Este artigo faz parte do portal Cognos Space, um espaço de ideias, educação e reflexão, mantido pelo Colégio Cognos.
As opiniões aqui expressas não refletem necessariamente o posicionamento institucional do colégio, mas contribuem para o debate e formação crítica dos leitores.
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