Pode parecer estranho, porque a maioria das substâncias ocupa menos espaço quando esfria. A água é uma das exceções mais famosas: quando congela, ela se expande.
Isso acontece porque, ao virar gelo, as moléculas de água se organizam em uma estrutura mais aberta. Na prática, o gelo ocupa mais volume do que a mesma quantidade de água líquida. É justamente por isso que cubos de gelo flutuam: o gelo é menos denso que a água.
Dentro de uma garrafa completamente cheia, essa expansão vira um problema. Conforme a água começa a congelar, ela precisa de mais espaço, mas as paredes do recipiente impedem esse aumento de volume. A pressão interna cresce e pode deformar garrafas plásticas ou até romper recipientes rígidos, especialmente os de vidro.
O mais curioso é que não é o frio sozinho que quebra a garrafa. O problema é a combinação entre congelamento, expansão da água e falta de espaço para ela aumentar de volume.
Esse mesmo fenômeno também ajuda a explicar por que o gelo pode danificar pedras, estradas e construções. Quando a água entra em pequenas rachaduras e congela, ela se expande e pode ampliar essas fissuras pouco a pouco.
Nota editorial
Este artigo faz parte do portal Cognos Space, um espaço de ideias, educação e reflexão, mantido pelo Colégio Cognos.
As opiniões aqui expressas não refletem necessariamente o posicionamento institucional do colégio, mas contribuem para o debate e formação crítica dos leitores.
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